domingo, 18 de setembro de 2011

SEMANA "PALESTINA E O MUNDO"

A Frente Palestina USP realizará uma série de eventos na semana em que a Assembléia das Nações Unidas estará debatendo e votando sobre o Estado palestino. Haverá duas mesas de debate sobre a votação, questões relativas à criação de um ou dois estados na região, e as implicações da Primavera Árabe no tema.
Além disso,  realizaremos, juntamente a organizações sindicais, movimentos palestinos e de direitos humanos, MST, ativistas e intelectuais, um ato de lançamento da campanha BDS (Boicotes, desivestimentos e sanções ao Estado de Israel). A campanha, cujas inspirações advêm da mobilização da comunidade internacional na luta contra apartheid sul-africano, visa combater e dar visibilidade às violações aos Direitos Humanos e ao Direito Internacional perpetradas pelo Estado israelense, o qual vem constituindo um regime de segregação, injustiça e violência.

Semana "Palestina e o Mundo"


20 de setembro, terça-feira, às 18h30
Sala dos Estudantes - Faculdade de Direito, USP (Largo São Francisco)
Ato de Lançamento da Campanha BDS a Israel no Brasil

22 de setembro, quinta-feira, às 18h00
Auditório da História - FFLCH, USP (Cidade Universitária)
Debate: A votação do Estado palestino na ONU - parte II
Com:
- Arlene Clemesha (Letras Orientais- USP)
- Leonel Itaussu (Ciências Políticas - USP)
- Salem Nasser (Direito - FGV)
- Valério Arcary (IFE- SP)

sábado, 20 de agosto de 2011

Visita de Abdallah Abu Rahmah

No dia 12 de novembro de 2011 teremos a honra de receber a visita de um dos líderes da Resistência Palestina e defensor de diretos humanos, sr. Abdallah Abu Rahmah para várias palestras no Brasil, entre elas, duas em Mogi das Cruzes. Uma na Mesquita de Mogi das Cruzes, às 14 horas, outra na sub-sede da APEOESP de Mogi das Cruzes, às 18 horas.

Mensagem de Abdallah Abu Rahmah para os brasileiros

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Visite também os sites:

Stop the Wall
BDS
Boicote Israel

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Frente Palestina USP

Brasileira convoca protesto contra Israel

Iara Lee integra Flotilha da Liberdade, que tenta romper cerco naval à faixa de Gaza; em 2010, diretora foi deportada em ação
Está prevista para daqui a 15 dias a partida de mais de dez barcos; meta é reunir ativistas de mais de cem países
MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM
Um ano após tentar romper o cerco naval à faixa de Gaza e ser deportada de Israel com centenas de outros ativistas, a cineasta brasileira Iara Lee vai repetir a dose.
Mais de dez barcos devem participar da Flotilha da Liberdade, que partirá daqui a duas semanas em direção a Gaza. Lee tenta atrair outros brasileiros para participar.
"É um movimento de solidariedade global, e a meta é que cem países estejam representados", disse ela à Folha, por telefone. "Há 20 vagas reservadas para a América Latina, e eu gostaria que tivéssemos mais brasileiros".
O novo comboio marca o aniversário dos incidentes de 31 de maio de 2010, quando soldados israelenses mataram nove ativistas ao interceptar uma flotilha com ajuda humanitária que tentava furar o bloqueio a Gaza.
A sangrenta operação militar, que gerou uma onda de condenação a Israel e chamou a atenção mundial para o cerco a Gaza, até hoje é motivo de controvérsia.
Israel afirma que seus soldados reagiram ao serem atacados, o que é negado pelos ativistas. Há dois dias, um jornal israelense publicou fotos de homens portando armas de fogo no Mavi Marmara, o navio onde ocorreram os confrontos. Iara, que estava no navio, nega.
"É mentira. O que eles acharam, facas de cozinha? Como alguém pode acreditar que estávamos armados?"
Assim como no ano passado, a nova operação será capitaneada pelo IHH, organização humanitária turca com fortes vínculos com o grupo islâmico Hamas, que controla a faixa de Gaza.
Para evitar problemas, diz Iara, os participantes assinarão um pacto de não violência. O alerta de Israel de que não permitirá a passagem da frota e os apelos da ONU e da Turquia para que os organizadores repensem a ação não intimidaram os ativistas.
Israel vê a nova flotilha como pura provocação, já que a ajuda humanitária poderia ser entregue por sua fronteira ou pela passagem de Rafah, entre Gaza e o Egito, reaberta recentemente.
Iara Lee admite que o principal objetivo não é levar suprimentos, mas chamar a atenção para o bloqueio.

Fonte: Folha de São Paulo 09/06/2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

Convite

ARTE, REVOLUÇÃO E RESISTÊNCIA NO MUNDO ÁRABE
Dia 12, quinta-feira - no Auditório do FEA-5, às 17h

Paulo Farah (Departamento de Línguas Orientais DLO-USP e BibliASPA)
Sérgio Chuí (Letras Árabe - USP e membro da Frente Palestina USP)
Demétrio Portugal (Curador da exposição "Egito em Obras: Expressões da Revolução")

FEA -  Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 Cidade Universitária

Os últimos dos excluídos: os refugiados palestinos

Arlene Clemesha


O problema dos refugiados palestinos, cuja natureza é eminentemente política, deteriorou-se em uma das mais agudas tragédias humanas do mundo contemporâneo. Sua origem remete à partilha do país pela ONU em 1947 e a subseqüente expulsão de aproximadamente 800.000 árabes palestinos do território palestino onde foi criado o Estado de Israel. Mas não parou por aí. Em 1967, 240.000 palestinos se viram forçados a deixar suas casas na Margem Ocidental e Faixa de Gaza, ocupadas por Israel na Guerra de Junho desse ano. Nesse momento, alguns se tornaram refugiados pela segunda vez e passaram a ser denominados, junto com seus descendentes, de “deslocados de 1967”.
O reconhecimento internacional de que uma injustiça fora cometida contra o povo palestino veio logo em 11 de dezembro de 1948, data em que a Assembléia Geral da ONU aprovou a resolução 194 determinando o direito de retorno dos palestinos e a restituição das propriedades perdidas no momento de sua fuga. Desde então, a resolução ONU/AG 194 foi reiterada pelo menos 130 vezes. Em 1974, a resolução ONU/AG 3236 estabeleceria os direitos inalienáveis do povo palestino, incluindo o direito à auto-determinação nacional sem interferência externa, e, no parágrafo 2, “o direito inalienável dos palestinos retornarem a suas casas e propriedades de onde foram desenraizados e deslocados”. De fato, na lei internacional chega a ser irrelevante a questão de como ou porque os palestinos deixaram suas terras para se tornarem refugiados. O que importa nesse caso é que “todos têm o direito de deixar qualquer país, incluindo o seu próprio, e retornar ao seu país” (Artigo 13 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948). Em suma, o direito de retorno não é privilégio, com o qual se poderia negociar, ou cuja implementação pudesse significar uma concessão por uma das partes.